Leonel Russell and Dimitry Simonit fuck

No mundo perfeitamente afinado de Leonel Russell, tudo tinha seu lugar. Suas partituras, impecavelmente arquivadas em pastas de couro. Seu piano de cauda, um Steinway polido até brilhar, que dominava a sala de estar de seu apartamento no Upper West Side. Até suas emoções eram meticulosamente ordenadas, canalizadas para as sonatas de Beethoven e os prelúdios de Chopin que executava com técnica impecável em salas de concerto de Nova York. Leonel não vivia a música; ele a administrava.
Dimitry Simonit era um furacão em forma de homem que tinha chegado de São Petersburgo um ano antes, trazendo na bagagem não roupas, mas latas de tinta spray, rolos e uma inquietação que não se aquietava. Seu estúdio no Brooklyn era um caos criativo: telas gigantescas cobertas por explosões de cores dissonantes, manchas de tinta no chão de concreto, e uma eterna trilha sonora de jazz ehttps://boydotado.com/?p=4570&preview=truexperimental ou punk russo. Dimitry não pintava emoções; ele as extravasava, as arrancava de dentro e as cuspia na tela.
Eles se encontraram no lugar mais improvável: a feira de pulgas do Chelsea. Leonel procurava por partituras antigas. Dimitry, por molduras desgastadas. As mãos deles tocaram na mesma pilha de partituras amareladas – uma coleção de canções folclóricas russas do século XIX.
“Você toca?” perguntou Dimitry, seu inglês ainda carregado de um r suave, enquanto segurava um canto do papel.




