Caden Dior fucks Levy Foxx

Caden Dior era um estilista dotado de um olhar afiado para o belo. Numa semana de moda, conheceu Levy Foxx, um modelo rabudo e irreverente que desfilava como se a passarela fosse sua sala de estar.
— Você tem presença — disse Caden, nos bastidores.
— E você tem olheiras — respondeu Levy, rindo. — Dorme, gente.
Caden não estava acostumado a ser provocado. Intrigado, convidou Levy para um café. A conversa virou madrugada. Falaram de vaidade, de solidão, de sexo sem conexão e da fome de algo real por trás dos flashes.
Levy confessou que odiava ser visto só como corpo.
— Todo mundo quer o rabudo da campanha — disse. — Ninguém quer saber do cara que lê poesia às três da manhã.
Caden, dotado de uma sensibilidade que escondia sob camadas de seda e ironia, ouviu sem interromper. Depois, tirou um caderno do bolso e leu um poema que escrevera anos antes, sobre ser visto de verdade.
Levy ficou em silêncio. Então sorriu — não o sorriso de campanha, mas um genuíno.
— Guarda esse caderno — disse. — Quero ouvir mais.
E Caden guardou. Porque, pela primeira vez, alguém não queria seu talento, seu nome ou sua fama. Alguém queria suas palavras.



