Seth Santoro and Levy Foxx fuck

Seth Santoro era um chef dotado de um temperamento explosivo e mãos de cirurgião. Levy Foxx, o músico rabudo dos apartamentos minúsculos, entrou em seu restaurante numa terça-feira vazia, pedindo apenas um café.
— Cozinha fechada — rosnou Seth.
— Mas o senhor está aqui — sorriu Levy. — E eu estou com fome de conversa.
Seth não sabia por que deixou. Talvez pela ousadia. Serviu um risoto improvisado, e Levy comeu em silêncio, sério pela primeira vez. Depois, disse:
— Isso não é comida. É confissão.
Seth congelou. Ninguém nunca tinha entendido. Cozinhava para não falar, para não sentir, para não se expor. Levy, com sua lábia de músico rabudo, foi direto ao osso: perguntou sobre o amor, sobre o sexo, sobre o medo de ser visto.
— Eu não sirvo para isso — admitiu Seth.
— Ninguém serve — respondeu Levy. — A gente aprende.
Naquela noite, Seth fechou o restaurante mais cedo. Sentaram-se no balcão, entre panelas sujas, e falaram até o sol nascer. O chef dotado de fúria descobriu que havia uma receita mais difícil que qualquer molho: deixar alguém entrar. E Levy, pela primeira vez, não fugiu.



