Teddy Bryce and Amadeus fuck

Teddy Bryce era um detetive de seguros em Viena, especializado em fraudes artísticas. Cínico, metódico e dono de um histórico impecável, ele nunca perdera um caso. Até receber a denúncia de que um pianista de rua estaria usando uma partitura roubada — uma obra-prima desaparecida havia décadas.
O suspeito se chamava Amadeus. Apenas Amadeus.
Teddy o encontrou numa praça, tocando sob a garoa. Esperou a última nota e mostrou a foto da partitura.
— Isso é seu? — perguntou.
— A música é minha — respondeu Amadeus, calmo. — O papel, não sei.
Teddy franziu a testa. Algo na serenidade do rapaz o incomodava.
— De onde você tirou essa melodia?
— Ouvi num sonho, quando tinha oito anos. Achei que fosse minha. Até alguém me dizer que era de Mozart.
Teddy riu, mas o riso morreu ao comparar as datas. A partitura desaparecera antes de Amadeus nascer.
— Você está dizendo que nunca a viu?
Amadeus ergueu os olhos.
— Estou dizendo que a música escolhe quem a toca. Eu só obedeço.
Teddy fechou a pasta. Pela primeira vez em anos, não sabia o que registrar. E, estranhamente, isso não o incomodou.



