Jose Rondon and Bennett Anthony fuck by the pool

Jose Rondon morava no 301 e sabia exatamente quando Bennett Anthony chegava em casa: sempre por volta das oito, com passos pesados e o som de chaves girando por tempo demais na fechadura. Nunca tinham conversado além de um “bom dia” apressado no elevador.
Até a noite em que faltou energia no prédio inteiro. Jose saiu ao corredor com uma lanterna e encontrou Bennett parado diante da própria porta, com um livro na mão e uma expressão perdida. “Vim tentar ler na escada”, admitiu. “Mas está escuro demais.”
Jose riu. “Tenho velas. E chá.”
Sentaram-se no chão da sala de Jose, entre caixas de mudança que ele ainda não havia desempacotado. Bennett contou que era professor de história; Jose disse que restaurava móveis antigos. Falaram sobre cidades, perdas e a dificuldade de recomeçar depois dos quarenta.
Quando a luz voltou, nenhum dos dois se mexeu. Bennett fechou o livro. “Posso voltar amanhã? Ainda não terminei o capítulo.”
Jose sorriu, sentindo algo que há muito não sentia. “Traga o livro. Eu ponho o chá.”



