Aquele Ton and Daniel Pilad – fuck me bareback dude!

Aquele Ton era conhecido no bairro por dois motivos: o apelido esquisito que insistia em usar e o hábito de consertar bicicletas na calçada de casa, sem cobrar nada. Daniel Pilad, recém-chegado, apareceu um sábado com uma bicicleta enferrujada e um sorriso envergonhado. “Dizem que você é o melhor.” Aquele Ton deu de ombros, já pegando a chave inglesa. “Dizem muita coisa.”
Enquanto trabalhava, Aquele Ton notou que Daniel ficava por perto, inventando conversa, elogiando o jeito das mãos dele. “Você fala pouco”, observou Daniel. “Falo com as ferramentas”, respondeu Aquele Ton. Daniel riu. “E elas respondem?” Aquele Ton ergueu os olhos, encontrando o olhar dele. “Às vezes. Mas prefiro quando você responde.”
Daniel corou. Passou a aparecer todo sábado, sempre com uma desculpa nova — um freio, um pneu, uma corrente. Até que Aquele Ton, terminando o conserto, segurou o guidão antes que ele partisse. “Sua bicicleta está ótima. Já faz semanas.” Daniel mordeu o lábio. “Eu sei.” Aquele Ton sorriu, o primeiro sorriso de verdade. “Então fica. Sem conserto. Só fica.” Daniel desceu da bicicleta. “Achei que você nunca ia pedir.”



