OF – Charlie Cherry and Juan Hernandez fuck

Charlie Cherry trabalhava na floricultura da esquina, e Juan Hernandez era o padeiro do outro lado da rua. Todas as manhãs, às seis em ponto, Juan atravessava para comprar uma única rosa vermelha. Charlie achava aquilo um desperdício — uma rosa por dia, sempre a mesma cor.
“Para quem é?”, perguntou ela, finalmente, na terceira semana.
Juan corou até as orelhas. “Para a mulher que faz o pão mais doce da cidade parecer sem graça.”
Charlie riu. “Eu não faço pão.”
“Eu sei”, disse ele, entregando-lhe a rosa. “Mas você faz meu dia começar melhor.”
A partir daí, o ritual mudou. Juan trazia pães quentinhos; Charlie, rosas que nunca murchavam. Conversavam entre as entregas, trocando farinha por pétalas. Ele aprendeu os nomes das flores; ela, os tipos de fermento.
O primeiro beijo aconteceu atrás do balcão, entre samambaias e o cheiro de canela. Charlie derrubou um vaso. Juan riu, pegando os cacos.
“Vou restaurar”, disse ele. “Sou bom com coisas quebradas.”
“Não está quebrado”, sussurrou Charlie, puxando-o pela camisa. “Só caiu.”
Naquela noite, Juan não comprou rosa. Trouxe um buquê inteiro.



