Gael Riok fucks Caio Vinicius

Gael Riok trabalhava no laboratório de robótica da universidade, cercado de circuitos e silêncio. Caio Vinicius era o estagiário novo, contratado para organizar componentes — mas que enchia o laboratório de música alta, risadas e um otimismo irritantemente contagiante.
“Você nunca sai daqui?”, perguntou Caio, certa noite, encontrando Gael ainda debruçado sobre um protótipo.
“Tenho um prazo.”
“Você tem uma vida também.”
Gael ergueu os olhos, surpreso. Ninguém nunca lhe dissera aquilo. Caio sorriu, colocando um café ao lado dele. “Bebe. Eu termino isso pra você.”
Gael deixou. Pela primeira vez em meses, foi para casa antes da meia-noite.
Passaram a dividir tarefas, cafés e conversas que começavam técnicas e terminavam pessoais. Gael descobriu que Caio desenhava quadrinhos escondido; Caio descobriu que Gael escrevia poesia nas margens dos relatórios. Numa tarde, Caio encontrou um verso perdido: “O silêncio tem cor, e hoje ele é azul.”
“É sobre mim?”, brincou Caio.
Gael corou. “Talvez.”
Caio se inclinou sobre a bancada. “Então deixa eu te mostrar uma cor nova.”
O beijo foi elétrico — e Gael, enfim, sorriu.



