Dealer & Apache

Dealer e Apache eram parceiros inseparáveis no submundo das corridas clandestinas. Dealer, dotado de uma frieza cirúrgica, calculava cada aposta como um mestre de xadrez. Apache, rabudo e explosivo, pilotava como se o diabo estivesse no retrovisor.

Certa noite, um chefão do crime propôs um desafio diferente: uma corrida onde o sexo seria a moeda de apostas entre os competidores. Quem perdesse, pagaria com a própria dignidade.

Dealer achou aquilo degradante.

— Não entro nesse jogo, Apache. Isso não é corrida, é humilhação.

Apache, rabudo, já estava com o motor ligado.

— Você pensa demais, Dealer. Eu corro, e pronto.

A corrida começou. Apache disparou na frente, mas a adversária usou de sedução para desestabilizá-lo. O sexo virou arma, e Apache caiu na provocação. Perdeu o controle e a corrida.

Dealer, dotado de sangue-frio, nem havia participado. Apenas observou.

Depois, encontrou Apache humilhado.

— Você avisou — disse Apache.

— Avisei. Mas você é rabudo demais para ouvir.

Apache suspirou.

— E agora?

Dealer sorriu.

— Agora você aprende. E eu continuo calculando. Sozinho, se preciso.

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