Giuspel fucked by Viktor Rom

Giuspel sempre foi intenso. Falava alto, ria alto, sentia tudo em dobro. Viktor Rom era o oposto — silencioso, contido, como um rio profundo que ninguém ousava atravessar.
Conheceram-se num curso de verão. Giuspel chegou atrasado, derrubou a mochila e chamou atenção da sala inteira. Viktor, sentado no fundo, apenas observou. Mas quando seus olhos se cruzaram, algo aconteceu — um reconhecimento silencioso que nenhum dos dois soube explicar.
Giuspel passou a procurar Viktor nos intervalos. Trazia conversas, piadas, perguntas. Viktor respondia pouco, mas sorria. E aquele sorriso, Giuspel percebeu, valia mais que qualquer discurso.
Com o tempo, Viktor começou a esperar por ele. Chegava mais cedo só para garantir o lugar ao lado. Giuspel notou. E entendeu.
Numa tarde, caminhando sem rumo pela cidade, Giuspel parou e disse: “Eu falo demais, mas com você eu quero aprender a escutar.”
Viktor olhou para ele, sério, e então riu — um riso solto, raro, bonito. “Então fica. Escuta. Eu tenho muita coisa para te contar.”
E ficaram. Um falando, outro ouvindo. Os dois se completando.



