Levy Foxx and Dylan Tides – morning breeding

Levy Foxx tocava numa casa noturna à beira-mar quando Dylan Tides entrou carregando uma prancha e um sorriso salgado. O surfista era rabudo, falante e tinha o hábito irritante de corrigir todo mundo.

— Essa música precisa de mais onda — disse Dylan, encostando no balcão.

Levy riu. — E você precisa de um ritmo.

Discutiram. Depois beberam. Depois conversaram até o bar fechar, e descobriram que ambos fugiam da mesma coisa: da superficialidade. Dylan confessou que o mar era sua desculpa para não se envolver. Levy admitiu que a música era a dele.

— Sexo é fácil — disse Dylan, olhando o oceano escuro. — Difícil é ficar depois.

Levy, dotado de uma sensibilidade que escondia atrás de piadas, concordou em silêncio. Na manhã seguinte, Dylan o chamou para surfar. Levy nunca tinha subido numa prancha. Caiu sete vezes, rindo como criança. O surfista rabudo, que sempre zombava dos iniciantes, segurou a mão dele na oitava tentativa.

Ficaram em silêncio sobre a água, esperando a próxima onda. E Levy entendeu que, às vezes, o amor tem o ritmo lento do mar — e a teimosia de um surfista que não desiste.

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