Mario Galeno fucks Johnny Hakson

Mario Galeno era dono de uma pequena livraria no centro da cidade. Seus dias passavam entre páginas amareladas e o aroma de café fresco. Ele não esperava que um cliente mudaria tudo.

Johnny Hakson entrou numa tarde chuvosa, sacudindo o guarda-chuva e derrubando uma pilha de livros. Mario correu para ajudar, e suas mãos se tocaram entre os exemplares caídos. O tempo parou.

— Desculpa, sou um desastre — riu Johnny, envergonhado.

— Um desastre bonito — escapou de Mario, que logo corou.

Johnny voltou no dia seguinte. E no outro. Começaram a conversar sobre literatura, sobre sonhos, sobre solidão. Mario descobriu que Johnny escrevia poesias escondidas em cadernos velhos. Johnny descobriu que Mario guardava cartas de amor nunca enviadas.

— Por que nunca mandou? — perguntou Johnny, certa noite, os dois sentados no chão da livraria fechada.

— Porque nunca encontrei o destinatário certo.

Johnny segurou seu rosto com delicadeza.

— Talvez ele esteja bem aqui.

O beijo foi suave, como páginas viradas com cuidado. Quando se separaram, Mario sorriu. Pela primeira vez, suas cartas tinham um endereço. E Johnny, o poeta, finalmente encontrou sua rima mais bonita: o amor de Mario.

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