Gael Riok and Cleiton Britto fuck

Gael Riok desceu do ônibus com a mochila nas costas e o endereço rabiscado num papel amassado. A cidade era maior do que imaginava. Cleiton Britto, o dono da oficina, o esperava na calçada, com um pano sujo nas mãos.

— Você é o rapaz do interior? — perguntou Cleiton, avaliando-o de cima a baixo.

— Gael Riok. Vim pela vaga.

— Sabe mexer com motor?

— Aprendi com meu pai.

Cleiton assentiu, desconfiado, e o levou para dentro. O cheiro de graxa e ferro tomou conta do ar. Gael Riok passou a manhã observando, calado. Quando um carro antigo enguiçou, ele se aproximou.

— Posso tentar?

Cleiton deu de ombros. Gael abriu o capô, ouviu o motor tossir e apontou o problema em minutos. Cleiton Britto arregalou os olhos.

— Quem te ensinou isso?

— Meu pai. Ele dizia que motor fala. Só precisa de alguém que escute.

Cleiton riu, pela primeira vez.

— Pois é. Aqui ninguém escutava. Você começa amanhã, Gael Riok.

Gael sorriu. A cidade grande ainda era assustadora, mas agora ele tinha um lugar para começar.

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