Sam Banks and Evan West fuck on the patio

Sam Banks e Evan West eram detetives particulares com métodos opostos. Sam confiava em instinto e sorte; Evan, em planilhas e café forte. Dividiam um escritório apertado com uma placa torta e um ventilador que só funcionava no inverno.
Numa quinta-feira, uma mulher misteriosa contratou os dois para encontrar um relógio de bolso desaparecido. Sam Banks farejou o caso como um sabujo. Evan West montou uma linha do tempo com dezenove hipóteses.
— O ladrão entrou pela janela — disse Sam, apontando para um arranhão no batente.
— Improvável — rebateu Evan. — A janela está pintada desde terça.
Seguiram pistas diferentes e chegaram ao mesmo suspeito: o mordomo. No fundo do armário dele, o relógio brilhava. A cliente pagou o dobro e ainda deixou uma torta de maçã.
Comendo a torta, Sam Banks riu. — Viu? Instinto.
Evan West folheou suas anotações. — Viu? Método.
Depois de um segundo de silêncio, os dois ergueram as xícaras. — Parceria — disseram juntos, e o ventilador, por milagre, começou a girar.



